É possível que sofremos
por causa de algum erro que tenhamos cometido.
Nem todos os
sofrimentos são devido a males que tenhamos feito pessoalmente, as vezes
sofremos porque em nosso mundo a maldade é abundante e muitas vezes os justos
pagam pelos pecadores.
A nossa existência, em
geral, é marcada por muitas injustiças sociais, somos prejudicados em nossa
vida, cometemos erros enormes e a própria natureza parece voltar-se contra nós.
Vemos que a natureza
humana é arrogante, egoísta e orgulhosa, e as conseqüências disso são
desgraças, desilusões, sofrimentos e dor. Tanto sofrem pessoas inocentes quanto
culpadas. Mas sempre dói mais ver o inocente sofrer.
É possível que Deus
permita que soframos para provar nossa humildade. Diante da nossa
auto-suficiência, às vezes a dor é o único meio de acabar com o nosso orgulho,
fazer-nos ver como realmente somos. De outra forma não nos daríamos conta do
mau caminho em que andamos.
Talvez sofremos para
aprender a confiar mais em nossa vida aos cuidados de Deus. É muito fácil
confiar excessivamente em nós mesmos. A dor faz com que nos voltemos para Deus.
A experiência nos
mostra que para amadurecermos na vida, ás vezes, é preciso sofrer, a dor nos
mostra muitas verdades.
O sofrimento nos ensina
a ter compaixão dos que sofrem tanto ou mais do que nós.
O sofrimento nos mostra
como Deus sofre ao ver a nossa rebeldia diante da sua sábia vontade.
Mesmo o sofrimento mais
intenso, e sem sabermos a sua razão, serve para nos lembrar que podemos
descansar nos cuidados de Deus, o nosso Criador.
Existem infortúnios na
vida, como as doenças, as desgraças naturais e outras aflições que não podemos
controlar e muito menos evitar.
Finalmente, é possível
que não soframos por nenhuma das razões acima mencionadas, ou que soframos por
causa de uma combinação de várias delas, ou ainda, por causa de todas elas.
O que aprendemos com o
sofrimento?
Aprendemos que não
existe necessariamente uma resposta final para ele. Todos sofremos e continuamos sofrendo. Existirá
sempre ao menos uma razão para cada caso de sofrimento. Por isso, em vez de
perguntarmos: Por que sofremos? Seria melhor pensarmos: “ Como devo reagir
diante disto que está me acontecendo?