segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Deus e a Poligamia


Quando JESUS CRISTO, Nosso Senhor, veio a este mundo, ELE não introduziu nenhum conceito novo acerca do casamento, que DEUS havia criado no Gênesis. O matrimônio continuava, por assim dizer, segundo os princípios divinos, dissolúvel somente na morte de um dos cônjuges. A humanidade, corrompida como estava, em todos os sentidos, e distante da vontade de DEUS, não aceitava nada do que JESUS colocava como parâmetro de um casamento válido para o Seu PAI.

A prática do repúdio e do “segundo casamento” já eram coisas muito comuns àquela época. Muitas pessoas já haviam repudiado seus cônjuges ou foram repudiadas por eles, adentrado em um novo relacionamento e recebido essa prática de vida como normal e absolutamente aceitável por DEUS. Na verdade, a dureza dos seus corações levou-as à profunda cegueira espiritual.

A poligamia (segundo o dicionário Aurélio, união conjugal de um indivíduo com vários outros, simultaneamente) nunca esteve nos projetos de DEUS para o conceito de casamento e o estabelecimento de uma estrutura familiar. DEUS apenas permitiu a poligamia, como, de fato, permitiu também que tantas outras coisas ruins acontecessem no meio do Seu povo. A permissão de DEUS é bem diferente da Sua vontade. Ela (a permissão) existe como uma senha para a funcionalidade do mundo com os seus pecados, as suas tragédias, tudo de ruim que existe. O recasamento entre pessoas divorciadas e a poligamia fazem parte desse conjunto de coisas ruins permitidas pelo SENHOR. Mas a permissão não conduz ninguém ao plano de salvação. Só a busca pela vontade de DEUS conduz. A prática da poligamia, assim como todos os outros pecados, deixou consequências tristes na vida daqueles que praticaram. Por tudo o que a Bíblia diz sobre o destino dos que morrem na prática desses pecados especificamente, posso garantir que nenhum eleito de DEUS, que, em vida, foi polígamo ou adúltero, morreu dessa forma. Nem Abraão, nem Jacó, nem Davi, nem Salomão, morreram polígamos ou adúlteros. A morte de qualquer indivíduo, escravo de qualquer pecado, leva-o à morte espiritual, ao inferno.

DEUS permitiu a poligamia na vida dos Seus grandes homens, embora essa não fosse a Sua vontade. A permissão de DEUS de algo destrutível na vida de um dos Seus filhos é atribuída à natureza pecaminosa dos mesmos, ao desejo que eles têm de fazer o que desagrada a DEUS, ao coração propenso ao pecado. Porém, vimos, na Bíblia Sagrada, que os eleitos de DEUS são aperfeiçoados através das consequências das suas práticas pecaminosas. DEUS permite o mal para aperfeiçoá-los. Na verdade, na expressão maior da verdade, a vontade de DEUS para a humanidade era e é totalmente diferente dos caminhos que ela decidiu enveredar. Pela vontade de DEUS, os primeiros humanos não teriam pecado, desobedecido; nem Caim havia matado Abel; não haveria prostituição, dilúvio, fome, sofrimento, desertos; Moisés não teria permitido os judeus repudiarem as suas esposas por meio de uma lei; Abraão ter se deitado, ao mesmo tempo, com Sara e Agar; Jacó, com Léia e Raquel; Davi, com Mical, Abigail e, posteriormente, com Bate-Seba. Nem Salomão teria tido 700 esposas e 300 concubinas.  Nada disso, DEUS queria que tivesse acontecido. Mas, pela desobediência, pela dureza do coração humano, ELE permitiu que todas essas coisas acontecessem, inclusive, entre pessoas que DEUS, mais tarde, salvaria e colocaria como personagens triunfantes de Sua glória. Uma das grandezas de DEUS, a que me deixa muito maravilhado, está no fato de DEUS ter trazido ao mundo seres completamente falhos, limitados, pecadores, de frutos tão tristes, mas que, por Seu projeto de salvação, ELE iria transformá-los, santificá-los, deixá-los na estatura de varão perfeito, até o dia de sua morte, em pessoas exemplares. Assim, DEUS fez com Davi.

Portanto, o texto afirma que DEUS eliminaria o erro da vida do seu servo, retirando todas as suas mulheres e entregando-as a outros homens, tudo diante dos seus olhos. É certo também que Davi sofreu bastante por todo o pecado que cometeu diante de DEUS. Mas ele se arrependeu. Arrependeu-se e foi justificado. DEUS o justificou e fez do coração dele um coração igual ao Seu coração. Martinho Lutero, um dos responsáveis pela Reforma Protestante, defendeu com unhas e dentes a poligamia como algo normal e agradável a DEUS. Se ele também era um escolhido de DEUS, embora tenha tido uma defesa tão infeliz, em algum tempo da sua história foi liberto, aperfeiçoado e justiçado. A “Palavra de Vida” (como ele se referia à Bíblia Sagrada) lhe fora revelada, como fora, em algum tempo, revelada a Davi, a Salomão, a Abraão, a Paulo, a mim, a você, caro leitor, e a tantos quantos o SENHOR escolheu para, um dia, herdar a Sua morada eterna. Que DEUS nos abençoe!

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